MEO, NOS e Vodafone perdem terreno, mas não é só a DIGI que está a lucrar

A DIGI foi a única operadora tradicional a crescer em quota de clientes na Internet fixa em Portugal. Roubou terreno à MEO, NOS e Vodafone, num mercado onde a velocidade de 1 Gbps já domina 47,4% dos 4,9 milhões de acessos.

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Imagem: Unsplash
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O relatório mais recente da ANACOM comprova que a velocidade contratada nas casas portuguesas deu um salto histórico. As ligações com débitos iguais ou superiores a 1 Gbps cresceram 66,6% num único ano e já representam 47,4% de todos os acessos de banda larga fixa.

DIGI teve o maior número de novos acessos no trimestre e Starlink já está nas contas

A rivalidade comercial entre os operadores tradicionais e a nova concorrência traduziu-se numa distribuição de clientes que está a mudar. O Grupo DIGI/NOWO foi a única entidade de grande escala a registar crescimento na quota de subscritores, com uma subida de 0,8 pontos percentuais para atingir os 3,8% e com o maior número líquido de novos acessos no trimestre.

Em sentido inverso, o trio histórico perdeu terreno. A líder MEO desceu 0,6 pontos percentuais, enquanto a NOS e a Vodafone viram as suas quotas recuar 0,3 pontos percentuais cada. E houve ainda espaço para novas soluções de conectividade via satélite, com a Starlink, a aparecerem nos dados.

Quotas de clientes na Internet fixa em Portugal

  1. MEO: 40,4%
  2. Grupo NOS: 33,2%
  3. Vodafone: 21,6%
  4. Grupo DIGI/NOWO: 3,8%
  5. Starlink: 0,6%
  6. Outros: 0,5%

Na disputa pelo tráfego que corre nas redes, a MEO manteve o primeiro lugar com 37,1%, mas sofreu um rombo considerável ao perder 3,0 pontos percentuais de quota num ano. A Vodafone aproveitou o recuo da operadora da Altice para subir 1,8 pontos percentuais e fixar-se nos 26,2%. Já o Grupo NOS segurou o segundo lugar com 31,3% sem oscilações.

A fechar a contabilidade, o Grupo DIGI/NOWO aumentou o seu peso para 2,9% do volume total de dados transmitidos. Acaba por consolidar a pressão sobre as operadoras incumbentes. A Starlink e outros operadores alternativos continuam a conquistar utilizadores em zonas rurais e de difícil cobertura.

Velocidades de topo ultrapassam pacotes tradicionais

Pela primeira vez em Portugal, as velocidades de topo ultrapassaram os tradicionais pacotes entre 100 Mbps e 1 Gbps, que se ficaram pelos 46,9%. O bolo total de acessos de banda larga fixa expandiu 2,2% face ao ano anterior, com 4,9 milhões de contratos ativos no território nacional.

A esmagadora maioria das ligações, cerca de 94,2%, enquadra-se no escalão ultrarrápido, uma evolução alavancada pela expansão contínua da fibra ótica FTTH, que somou mais 234 mil acessos nos últimos doze meses e já abrange 73,9% de todo o mercado fixo. Tem uma taxa de penetração de 90,5 contratos por cada 100 famílias.

O consumo de dados doméstico também disparou com a proliferação do streaming em alta resolução e o teletrabalho. O tráfego global de banda larga fixa aumentou 16% em termos homólogos, empurrando a média de consumo de cada habitação para os 350 GB mensais, uma subida de 13,4% face ao período homólogo.

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Bruno Coelho
Bruno Coelho
Bruno Coelho é Editor-chefe do 4gnews. Foca-se em smartphones, áudio, telecomunicações e carros elétricos. Alia mais de 400 reviews desde 2017 a visitas a fábricas de smartphones na China e coberturas do MWC e IFA.